domingo, 30 de dezembro de 2007

TRATAMENTO VIP ...

ONTEM...

Pachamama e Karukinká se encontraram: ao adesivo da nossa última expediçao se juntou o da Karukinká, na entrada do Hotel Florença, em Foz ...
Foi tranquila a passagem em nossa primeira aduana na Argentina - Puerto Iguazu, do ladinho da nossa Foz do Iguaçu.

TRATAMENTO VIP...
Ao abastecer os jipes na Argentina, recebemos tratamento VIP: pagamos mais caro pelo diesel porque somos estrangeiros. O pedágio também é mais caro para los brasileños ... fazer o quê? Mas, pensando bem, é justo que os argentinos paguem menos, afinal, aqui é a terra de Deus. Pelo menos é isso o que diz a camisa 10 da seleçao da Argentina: D10S. Dá para entender porque Deus, o legítimo, nao deixou Pelé nascer na Argentina... rsrsss.


A POLÍCIA RODOVIÁRIA ARGENTINA
Já nos mordeu ... os policiais da Gendarmeria entre Paso de los Libres e Concordia fazem jus à má fama daquele posto - nao nos largaram até levarem 100 pesos ...



QUASE FICAMOS SEM COMBUSTÍVEL
No posto YPF de Colón, fronteira com Uruguai, a frentista nos disse que nao abasteciam carros estrangeiros. Depois de muita conversa, soubemos que era por causa dos uruguaios. Disseram que o diesel é mais barato na Argentina, o que os atraía e deixava os argentinos com pouco diesel na cidade. Ainda bem que nao somos uruguaios... conseguimos abastecer.

Enfim, de Foz a Colón foram 1040 km. Chegamos exaustos e nada de blog - dormimos.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

JUNTOS ...

Finalmente podemos afirmar que há uma expedição ... em Foz do Iguaçu, juntos, agora sim seguiremos rumo ao Fim do Mundo ...

Nos encontramos no início da noite no Hotel Florença e, neste momento, mais de 80% da população Karukinká encontra-se recarregando as baterias em berço esplêndido para despertar logo logo e seguir rumo à terra dos Malbec ... Pretendendo seguir o mesmo destino, este que ora vos escreve também irá desmaiar ...
Coutinho, Dalva, Marcelo
Mahima, Giulia e Guilherme

Amanhã, sábado, sairemos às 7h com o objetivo de alcan;ar a cidade de Colón, em um deslocamento de 1100 km ...











A caminho de Foz do Iguaçú

QUEM BOTOU ESSE MURO AÍ ????

Finalmente, a 110 partiu ontem de Brasília para somar-se à 90 ... Pretendíamos sair às 18h, quase saímos às 16h, mas ... como não poderia deixar de ser, nos atrasamos mais do que os tradicionais 40 minutos do Corban ... 20h.


A parte boa da história foi ter almoçado no dia anterior com Bruno (o da Ana) ... Ele tinha voltado de Ituiutaba naquele dia e nos deu a dica de ir a Prata/MG - nosso objetivo do dia, ou da noite - passando por Goiânia. Resultado: pista dupla durante praticamente todo o percurso. Enfim, agora estamos acabando de tomar café da manhã e logo estaremos comendo estrada mais uma vez ... bom demais.


O inusitado ficou com a ousadia de nosso sub-editor-alterno de plantão que, em um momento de curiosidade, resolveu descobrir se o muro do hotel resiste a um Land Rover 110 ... resiste não ... hehehe ...


quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O QUE LEVAR ...

Mahima em meio à tralha ...
Hoje, daremos dicas sobre coisas que devem ser levadas em uma Expedição como a nossa. São itens importantes, previamente relacionados em uma lista a ser checada na hora da arrumação. Assim, pouca coisa será esquecida... Pouca?????? É, pouca; sempre esquecemos de algo ... rs

Máquina fotográfica é o primeiro item de nossa lista. Entre eles, não podem faltar os seguintes: ferramentas, cambão, dois triângulos, kit para conserto de pneus furados, galão de combustível, guincho, rádio VHF, GPS, óleo de motor ...

Nossas barracas de camping ficam no teto do carro e são fáceis de armar. Levamos fogareiro a gás, mesinha, banquinhos, roupas de cama e/ou sacos de dormir, pratos, talheres, churrasqueira e as tralhas usuais para acampar.
Levamos, também, comidinhas desidratadas, castanhas, queijos, biscoitos, atum e sardinha em lata, chocolate, café, granola, bebidas, etc. Uma dica importante: nas aduanas não é permitida a entrada de produtos vegetais (fruta seca pode, mel não...), laticínios, carnes e embutidos. Os chilenos costumam ser mais rigorosos.

Quincemil (Perú) - 2006

Mesmo sendo verão, na Patagônia austral venta muito e o tempo é instável, sujeito a quedas de temperatura, chuvas e até nevascas. Então, para aquecer, usamos casaco de fleece ou polar, luvas e gorros. Sobre a polar, ou sozinhas, quando não faz muito frio, usamos peças corta-vento impermeáveis – casaco com capuz e calças. É interessante levar meias adequadas para caminhada.
Glaciar Grey (Torres del Paine) - jan/2004

Bota impermeável, de goretex, é essencial. Indicamos a da Timberland, mais confortável. Outros itens importantes são a mochila para caminhada, óculos de sol, filtro solar, protetor labial, repelente, boné ou chapéu. Nas caminhadas, não esqueça água, lanchinho, papel higiênico (para o nariz que fica pingando ... rs), saco para lixo e mapa das trilhas. Para o bom convívio, aconselhamos o uso de tenys-pé todo santo dia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

OS PREPARATIVOS

Hoje os “Coutinhos” partiram rumo a Foz do Iguaçu, onde nos encontraremos dia 28. Enquanto isso, nós, do Land Rover 110, estamos deixando o jipe prontinho para partida, e vamos aproveitar para falar um pouco sobre os preparativos da viagem. Tivemos que trabalhar duro no planejamento da Karukinká. Mas, como ninguém é de ferro, parte da trabalheira toda aconteceu nessa charmosa casa dos pais do Marcelo, localizada no centro histórico de Pirenópolis, a 165 km de Brasília.

Dalva e Coutinho - os primeiros metros ...
DE CARRO PELA PATAGÔNIA: Além dos documentos pessoais de praxe (carteira de identidade recente – SSP ou passaporte), são necessários documento do carro, carteira de habilitação e Seguro Carta Verde. Se o veículo estiver em nome de terceiros, autorização do proprietário, carimbada pelas embaixadas dos países a serem visitados; seguro de saúde também é uma boa pedida. Recomendamos deixar tudo em uma pastinha, o que facilita os trâmites nas muitas aduanas (no nosso caso, serão vinte...). Na Argentina são exigidos dois triângulos, cambão e um lençol branco. Este, reza a lenda, para eventualmente cobrir algum corpo. Cruzes! Isola!


OS MELHORES GUIAS: O melhor guia argentino é o YPF. Seu site na Internet dispõe de um programinha de cálculos de distâncias bem legal. O melhor guia chileno é o Turistel. Ambos em espanhol. Outros guias que indicamos são os Insight Guides da Argentina e do Chile, em inglês, e os guias O Viajante da Argentina e do Chile, em português.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O ROTEIRO

Adesivo da Expedição
Saindo de Brasília no dia 27 de dezembro de 2007, a Expedição tem Foz do Iguaçu, no Paraná, por destino inicial – sem direito a compras ... Após entrar na Argentina por Puerto Iguazu, margearemos as fronteiras do Brasil e do Uruguai em direção a Buenos Aires – o Uruguai dá para evitar, mas a Argentina não tem jeito … rsrss – e dali, rumo ao sul, pela costa do Atlântico. A Península Valdés, onde passaremos o Ano Novo (Puerto Pirámides), é a primeira grande atração da nossa Expedição – uma reserva declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. Seguiremos, então, para Puerto Madryn, Trelew, Gaimán, Punta Tombo e Ushuaia, o fim do mundo… para baixo, somente a marcha dos pingüins, no Pólo Sul …

De Ushuaia, iremos ao Chile conhecer o Parque Nacional Torres Del Paine. Após o “Trekking da Terceira Idade” nas Torres, nossos restos mortais retornarão à Argentina, para visitar o Glaciar Perito Moreno, na cidade de El Calafate, e os Cerros Torre e Fitz Roy, em El Chaltén – juram os mais animados que para fazer trekking de novo ...

Após comer poeira por 600 km de rípio na Rota 40, retornaremos ao Chile, e percorreremos a mítica Carretera Austral, estrada que segue sobre a Cordilheira dos Andes, passando por Cochrane, Puyuhuapi, Parque Nacional Queulat, Parque Pumalín e Caleta Gonzalo, onde pegaremos um navio para travessia de 5 horas até Hornopirén. Ainda no Chile, visitaremos Puerto Varas, o Vulcão Osorno, Pucón, o Vulcão Villarrica e o Parque Nacional Huerquehue.

Voltaremos à Argentina percorrendo o Parque Nacional Lanín. Mendoza, Uspallata e o Parque Provincial do Aconcágua serão nossos próximos destinos – depois cruzaremos os Andes em direção a Santiago, Valparaíso e Viña Del Mar. Daí em diante, será rumo de casa; cinco dias de estrada depois, estaremos em Brasília ...

domingo, 23 de dezembro de 2007

A PATAGÔNIA

Desde o século 15, quando Fernão de Magalhães ousou navegar pelos confins da América do Sul, a Patagônia, com sua aura de mistério, passou a fazer parte do imaginário de viajantes. A paisagem exótica e desoladora, somada ao clima rigoroso, sujeito a tempestades e ventos constantes, tornou a região uma obsessão para grandes viajantes do passado – e para aventureiros do presente também.


Parque Nacional Los Glaciares
Glaciar Perito Moreno - 2004 e Cerro Fitz Roy - 2007







A Patagônia equivale a um terço dos territórios de Argentina e Chile. Vai do Rio Colorado, no limite norte, ao Cabo de Hornos, no extremo sul da Terra do Fogo. Nessa vastidão, desertos, vulcões, lagos, geleiras e as grandes montanhas da Cordilheira dos Andes alternam-se em paisagens deslumbrantes.

Giulia e Guilherme
Parque Nacional Torres del Paine - 2004

As belezas naturais são tantas que a Patagônia é repleta de Parques Nacionais. O Parque Nacional Nahuel Huapi, na região de Bariloche, foi o primeiro parque da América do Sul, isso em 1922. O Parque Nacional Los Glaciares, próximo a El Calafate, é de 1981 e abriga o mais famoso glaciar do planeta, o Perito Moreno, além do Cerro Fitz Roy, ponto de encontro dos amantes do trekking em alta montanha. No Chile, a beleza colossal do Parque Nacional Torres del Paine, de 1959, tornou-o uma espécie de símbolo do país – e só por isso, em sua homenagem, tomaremos muita cerveja austral, em cujo rótulo está o maciço Paine... tá bom, nem tanta assim... estaremos dirigindo e ainda temos que prestigiar o vinho nacional …



Parque Nacional Nahuel Huapi - 2006

sábado, 22 de dezembro de 2007

QUEM SOMOS NÓS ...

A KARUKINKÁ possui 6 integrantes: os irmãos Guilherme, 13 anos e Giulia, 10 anos, filhos do Marcelo, que seguem em sua segunda expedição à Terra do Fogo. Marcelo, Mahima, Coutinho e Dalva são crianças há mais tempo: variam na faixa dos “enta”.


Guilherme, Giulia e Marcelo
Ushuaia (Terra do Fogo) - 2004

Marcelo, Mahima, Guilherme e Giulia viajam a bordo de um Land Rover Defender 110; Coutinho e Dalva numa Defender 90. Dalva e Mahima têm em comum um lado, digamos, zen. Dalva é professora de yoga e Mahima – nome oficial Marta Eliana –, pratica meditação e é ambientalista. Os jipeiros Marcelo e Coutinho têm muitas horas de estrada. As meninas são as co-pilotas, mas ocasionalmente assumem o volante.

Dalva, Mahima, Coutinho e Marcelo
Reserva da Fauna Andina Eduardo Avaroa
Bolívia - 2006


A KARUKINKÁ é uma Expedição Carbono Neutro. Como não queremos virar churrasquinho com o aquecimento global, tratamos de plantar 34 árvores nativas do cerrado para neutralizar a emissão de carbono de nossos jipes a diesel, que rodarão uns 17.000 km.

Mahima, Giulia, Guilherme e Marcelo
Fazenda Água Limpa - dez/2007
As árvores foram plantadas em 8 de dezembro de 2007 na mata ciliar do Ribeirão do Gama, na Fazenda Água Limpa da Universidade de Brasília – APA (Área de Proteção Ambiental) dos Ribeirões do Gama e Cabeça de Veado –, em projeto coordenado pela Professora Jeanine Felfilli. A turminha da Karukinká botou a mão na massa, quer dizer, na lama, e pegou no cabo da enxada … dizem eles que houve exploração de trabalho infantil … tudo pelo meio ambiente.